Alimentos com proteína adicionada ganham espaço no mercado brasileiro

Da Redação | Criciúma (SC)

A proteína deixou de estar restrita a suplementos e produtos voltados ao público fitness e ganhou espaço nas prateleiras e na comunicação de alimentos do cotidiano. Bebidas, iogurtes, barras, pães, chocolates e snacks passaram a destacar o nutriente como diferencial, acompanhando o interesse crescente por saúde, bem-estar e praticidade.

Mais do que uma informação nutricional, o termo “proteico” passou a ocupar um espaço estratégico na comunicação das marcas. A estratégia amplia as possibilidades de posicionamento, mas também aumenta o desafio de se diferenciar em um mercado no qual o apelo já se tornou comum.

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O tamanho desse mercado ajuda a dimensionar o movimento. Segundo dados da Euromonitor publicados pelo Meio & Mensagem, o mercado brasileiro de alimentos com proteína adicionada já movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano. A categoria também já alcança 12,8 milhões de lares brasileiros, o equivalente a 21% do total, de acordo com dados da Worldpanel by Numerator.

Para a estrategista de marketing Renata Gomes, o movimento deve continuar, mas o destaque à proteína, por si só, tende a perder força à medida que mais produtos adotam a mesma estratégia.

“É uma tendência que vai continuar, mas as marcas precisam começar a passar por um apelo diferente, não só falar de saúde, sabor ou praticidade”, afirma.

Segundo Renata, as empresas também precisarão estabelecer uma relação mais clara entre aquilo que prometem e as evidências que sustentam essas afirmações. “Se as marcas não se atentarem a comprovar isso cientificamente e a ter mais transparência, pode ser uma tendência passageira, porque esses produtos vão acabar se banalizando”, avalia.

Do ponto de vista nutricional, a valorização do nutriente acompanha sua importância para o organismo. A nutricionista da Clínica de Saúde São José, Juliana Vieira, explica que a proteína está relacionada ao ganho e à manutenção de massa muscular e também contribui para a saciedade.

“A proteína é muito importante para o nosso organismo. Ela está relacionada ao ganho e à manutenção de massa muscular, além de contribuir para a saciedade. Dependendo do objetivo da pessoa, ela pode ter uma necessidade maior desse nutriente. O que a gente precisa entender é que isso varia muito de indivíduo para indivíduo”, explica.

A praticidade também ajuda a explicar a expansão dessas opções. “Hoje, o que a gente mais busca é praticidade. Então, as marcas perceberam isso e começaram a trazer produtos que podem facilitar o dia a dia. Um iogurte com uma quantidade maior de proteína, por exemplo, pode ser uma opção prática para uma pessoa que precisa atingir uma determinada quantidade desse nutriente ao longo do dia”, observa Juliana.

Apesar do destaque nas embalagens, a nutricionista recomenda que o consumidor não avalie um alimento apenas pela quantidade de proteína. A orientação é observar a tabela nutricional e a lista de ingredientes, além de informações como açúcar, gordura e calorias.

“A gente não pode olhar só para a frente da embalagem e pensar: ‘Ah, esse produto tem bastante proteína, então ele é bom’. Não é bem assim. É importante olhar a tabela nutricional, a lista de ingredientes, a quantidade de açúcar, de gordura, as calorias e, claro, a quantidade de proteína. Tudo isso precisa ser avaliado em conjunto”, orienta.

A quantidade adequada do nutriente também varia conforme as características e os objetivos de cada pessoa. Idade, nível de atividade física e necessidades individuais são alguns dos fatores que devem ser considerados.

“Não existe uma quantidade de proteína que seja igual para todo mundo. Cada indivíduo é único. A necessidade vai depender da idade, do nível de atividade física, do objetivo daquela pessoa e de várias outras características”, afirma.

 


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